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Em 850 a.C., Salmaneser III, rei da Assíria (reinou de 859 a 824 a. C.) invadiu a CALDÉIA e atingiu o golfo persa, que chamou de “mar de Kaldu”.

Com a ascensão de Sargão II (reinou de 721 a 705 a.C.) ao trono da Assíria, o caldeu Marduk-apla-iddina II - chamado na Bíblia Merodaque-Baladã (Is 39.1; 2Rs 20.12) - governante de Bit-Yakin (região da Caldéia), rebelou-se contra os assírios e tornou-se rei da Babilônia.
Apesar da oposição assíria, Merodaque-Baladã deteve o poder de 721 a 710 a.C. Em 712 a.C. (2Rs 20.12-19; Is 39.1-8), enviou uma embaixada a Ezequias, rei de Judá, convidando-o a se juntar a uma confederação da qual faziam parte Babilônia, Fenícia, Moabe, Edom, Filístia e Egito contra a Assíria. Depois que Merodaque tomou posse, os caldeus tornaram-se o poder dominante na Babilônia (Is 13.19; 47.1, 5; 48.14, 20). No entanto, ele finalmente fugiu e Bit-Yakin caiu sob domínio assírio.
  Ao sobrevir o declínio assírio, o governante caldeu Nabopolassar (pai de Nabucodonosor) liderou uma revolta. Em 626 a.C., ele se tornou rei da Babilônia e inaugurou uma dinastia caldéia (neobabilônica) que durou até a invasão persa de 539 a.C., liderada por Ciro, o Grande (rei da Pérsia de 550 a 529 a.C.). O prestígio dos sucessores de Nabopolassar, Nabukudurri-ussur (Nabucodonosor; rei da Babilônia de 605 a 562 a.C.) e Nabonido (rei da Babilônia de 556 a 539 a.C.) foi tal que o termo caldeu tornou-se sinônimo do termo babilônio.

Nabucodonosor foi o rei envolvido na captura de Jerusalém e na deportação de seus habitantes para o cativeiro babilônico (2Rs 24.1-2; Jr25.1; 26.9-11; 52.30).

O filho de Nabucodonosr, Awel-Marduk (chamado Evil-Merodaque em 2Rs 25.27 e Jr 52.31), libertou da prisão Joaquim, rei de Judá, depois de este ter permanecido lá por 37 anos. O rei concedeu-lhe alimentação diária pelo resto da vida.

Na Bíblia, o termo caldeu é mencionado pela primeira vez com relação a Harã - filho de Tera e irmão de Abraão -, que “morreu na terra de seu nascimento, em Ur dos caldeus” (Gn 11.28).

O livro de Gênesis relata que “Tomou Tera a Abrão, seu filho, e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abrão, e saiu com eles de Ur dos caldeus, para ir à terra de Canaã” (Gn 11.31). Abraão viveu em Ur dos caldeus antes de os caldeus dominarem a Babilônia.

O termo caldeu também foi usado por vários autores antigos para designar sacerdotes e outras pessoas cultas na literatura clássica babilônica, principalmente os ligados a astronomia e astrologia (Dn 2.2, 4-5, 10). Alguns estudiosos acreditam que “os magos do Oriente” (Mt 2.1) que foram a Jerusalém por ocasião do nascimento de Jesus podem ter sido astrólogos caldeus.

Na Bíblia, grande parte das referências aos caldeus aparece no livro de Jeremias (21.4, 9; 35.11; 51.4, 54). Jeremias identificou os caldeus com os babilônios, os quais sitiaram a cidade de Jerusalém durante o reinado de Nabucodonosor, saquearam o templo e levaram os israelitas como cativos.

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